segunda-feira, 19 de julho de 2010

POEMA

Sete provas e nenhum crime - Chacal

Havia a mancha de sangue no jaleco
E nenhum corpo
Havia o olhar rútilo, o rosto crispado
E nenhum motivo
Havia o cheiro impregnado no copo
E nenhuma digital
Havia o vírus, o bilhete, a arma branca
E nenhum assassinato
Havia em vão a confissão
E nenhum ilícito
Havia a cadeira de rodas vazia
E nenhum suspeito
Havia um gato emborcado no aquário
E peixe nenhum

Ricardo de Carvalho Duarte, ou Chacal (Rio de Janeiro 24 de maio de 1951) -

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